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E essa tal de Ansiedade? O que fazer com ela?


Por Irene Begliomini



Atualmente tendemos a encarar a ansiedade como nossa grande inimiga. Porém, quero convidar você leitor a refletir comigo o seguinte: se você estiver em um relacionamento que já aprendeu tudo o que podia com a pessoa, que na presença desse outro fica insatisfeito, que já não admira mais os apontamentos que ouve dele ou dela...e se além de tudo também já não tem mais prazer com a relação, então qual será a primeira e mais primitiva sensação que seu corpo terá?


Ansiedade. Pois é, nesse momento ela será nossa grande amiga, e que dirá: “Você precisar transformar algo em sua vida”. Nesse caso é como se ela dissesse: “essa relação não vai muito bem”, “talvez o caminho seja uma separação “, “e uma terapia de casal? Mas daí terei que mudar muito?”. Porém, como ela não tem voz, se expressa através do corpo em sensações como: desconforto no peito, agitação interna, pensamentos negativos que não saem da mente, insônia, taquicardia, etc.


Além de tudo isso, você abre o Instagram da sua amiga e vê fotos dela num clima de romance interminável e pensa: será que estou louca? Por que não sinto mais vontade de ficar com meu companheiro? Ou companheira? Já sei, devo estar com esse tal de Transtorno de Ansiedade, ou talvez até com Pânico. Daí você vai procurar algo que arranque essa sensação de você, toma remédios, faz aquela linha de terapia pra acabar com esse sintoma, mas... não percebe que esse sinal apenas estava apontando pra você que algo não ia bem.


Esse é um caso muito comum que atendo no meu consultório, e que busco sempre presentificar a sensação no corpo, coloco a pessoa em contato direto com cada sinal desse sintoma, e imediatamente ela consegue abrir as portas da percepção do todo, e magicamente se dá conta que não precisa se livrar da ansiedade, mas sim buscar uma solução para algo que está acontecendo em sua vida, mas que achava que não precisava olhar muito para isso.


Afinal, transformar requer coragem e sabedoria para sentirmos quais são nossas reais necessidades. E o processo de terapia nos ajuda a fazermos escolhas mais conscientes. Porém, é importante constatar que quando não identificamos a mensagem dessa emoção chamada ansiedade, ela passa a berrar conosco podendo até transformar-se num quadro com muito sofrimento psíquico, como por exemplo numa Síndrome do Pânico. E daí muitas vezes o acompanhamento psiquiátrico em conjunto com a psicoterapia, faz-se imprescindível.


E você? Já dialogou com sua ansiedade hoje?

Irene Begliomini, Embaixadora de Cidade, é psicóloga clínica há 27 anos (PUC/SP), Embaixadora cidade do CMN-PT, co-fundadora da PsiCaminho Clínica de Psicologia Acessível, pós graduada e especialista em Transtornos de Ansiedade, Depressão e Síndrome do Pânico. Iniciada na filosofia Taoista em 2002, formada em Acupuntura e praticante de meditação e mindfullnes. No consultório alia todos esses elementos da filosofia oriental e outros do ocidente, como o Somatic Experience, para traduzir o verdadeiro sentido dos sintomas e oferecer ferramentas para o paciente manter seu bem- estar emocional com autonomia.



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