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As Nadadoras - Sororidade, perseverança e superação

Por Lilia Lustosa. Fotos divulgação.


A dica hoje é um filme que está bombamdo na Netflix: As Nadadoras (2022), dirigido pela diretora galesa-egípsia Sally El Hosaini. Um filme sensível, atual, delicado, forte, crítico e bem feito!


Se você ainda não viu, vou deixar aqui alguns motivos para que o vejam:


As Nadadoras conta a história real das irmãs sírias nadadoras Sara e Yusra Mardini que sonham em participar das Olimpíadas, interpretadas pelas atrizes irmãs libanesas Nathalie e Manal Issa. O treinador é o próprio pai, Ezzat (Ali Suliman), que havia sido nadador profissional e que, por isso, exige muito das meninas.



As duas jovens levam uma vida normal e feliz na cidade de Damasco, capital da Síria, até que explode a guerra. De uma hora pra outra tudo vai mudar em suas vidas, a morte se tornando uma ameça constante. Assim, com o consentimento dos pais, elas decidem partir para a Alemanha em busca de refúgio e de uma maneira de seguir com seus treinos e seus sonhos. Um caminho cheio de riscos, de obstáculos, mas também de esperanças.


O filme vai acompanhar, então, a odisseia das irmãs Mardini para chegar até o novo lar.


Sally El Hosaini, com um olhar super apurado e sensível, nos presenteia com belíssimos planos debaixo d’água, além de bonitos planos gerais ou ainda com imagens sublimes das pequenas alegrias que instistem em florir em meio ao horror da guerra. Porque a verdade é não podemos esquecer que no meio de todo aquele caos, de todas aquelas bombas caindo, de todos aqueles prédios em ruínas, há vidas que tentam continuar. Há crianças que crescem, jovens que sonham e adultos que se angustiam por um futuro tão incerto!


A água, claro, é personagem importantíssima dessa história. Uma água que representa o sonho de liberdade e de futuro e que impulsiona as nadadoras a seguirem seu caminho. Agua que salva, mas que também pode matar. Que mata a sede, mas que também pode afogar.

As Nadadoras é uma história real de sororidade, perseverança e superação, que mostra que a vida nem sempre é como a gente planeja, mas nem por isso é de todo ruim. Que a vida nem sempre é justa, mas que por isso mesmo se faz tão importante abraçar as oportunidades que surgem a cada tanto à nossa frente. Mesmo que não sejam exatamente como aquelas que havíamos desenhado em nossos planos. É preciso saber se adaptar, resignificar, resistir e seguir adiante! Assim como fez Yusra Mardini. Que exemplo de menina (hoje mulher)!




Lilia Lustosa é doutora em História do Cinema e Embaixadora Master do Clube Mulheres de Negócios, México, e assina a coluna de Cinema do Blog do Clube.


Escritora, lançou recentemente seu livro Umbigo. Para falar com a autora pode deixar mensagem aqui, nas redes sociais ou diretamente nos grupos do Clube.


Acompanhe aqui o melhor do cinema.



Instagram de cinema: @cine.doiselles

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1 comentário


Fantástico filme!!!

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