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Boa Sorte, Leo Grande - Entre a vergonha e o desejo

Atualizado: 15 de jan. de 2023




Boa Sorte, Leo Grande - Entre a vergonha e o desejo

Por Embaixadora Lilia Lustosa Feliz 2023 para todas as mulheres de negócios do nosso Clube! Que seja um ano feliz, cheio de novas conquistas, sucesso e muitas alegrias! Para iniciar o novo ano, a dica é o excelente Boa Sorte, Leo Grande, de 2022, dirigido pela australiana Sophie Hyde. O filme, que tem um formato teatral, acontece praticamente todo dentro de um quarto de hotel, onde a viúva Nancy Stokes (uma espetacular Emma Thompson) recebe a visita do jovem e charmoso Leo Grande (Daryl McCormack), um profissional do sexo inteligente, culto, lindo e orgulhoso de sua profissão. Já na maturidade, Nancy resolve que é hora de descobrir prazeres que nunca se permitiu ao longo dos 31 anos de casamento. Entre a timidez, o nervosismo, a vergonha e o desejo, ela pede ao rapaz que lhe faça descobrir algumas delícias do sexo jamais experimentadas. Para ela, sexo sempre foi uma espécie de obrigação do casamento, com o objetivo primeiro de dar prazer ao marido. Ela mesma vinha em segundo plano, nunca tendo sido capaz de ter um orgasmo. Banhado por uma luz dourada que entra pela janela do quarto – única conexão com o mundo exterior – Boa Sorte, Leo Grande é um filme envolvente, leve e divertido, apesar de tratar de um tema sério e que atinge tantas mulheres mundo afora. E tudo feito de forma extremamente sensual, sem nunca cair no erotismo barato. Os diálogos escritos pela britânica Katy Brand são absolutamente perfeitos e inteligentes, construídos na medida certa, sem nenhuma necessidade de aparos. O direito ao prazer e a regulamentação do trabalho dos profissionais do sexo estão ali em questão, sem deixar de levar em conta os abusos sofridos pelos que atuam neste ramo, sobretudo pelas mulheres. E, ao contrário do que seu tema faz imaginar, Boa Sorte, Leo Grande não é um filme recheado de cenas de sexo. Tudo é muito discreto, elegante e sensual, uma espécie de jogo de sedução e autoconhecimento, que leva a um empoderamento físico e emocional da protagonista. Um filme bonito, discreto, elegante e grande ao mesmo tempo. Disponível para aluguel na AppleTV e no GooglePlay (Brasil, México e Alemanha), Rakuten (Portugal) e no streaming Hulu (EUA).


Lilia Lustosa é doutora em História do Cinema e Embaixadora Master do Clube Mulheres de Negócios, México, e assina a coluna de Cinema do Blog do Clube.


Escritora, lançou recentemente seu livro Umbigo. Para falar com a autora pode deixar mensagem aqui, nas redes sociais ou diretamente nos grupos do Clube.


Acompanhe aqui o melhor do cinema.

Instagram de cinema: @cine.doiselles

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